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terça-feira, 29 de novembro de 2011

para apaziguar

El rumor de las máquinas crecía
en la sala contigua: ya mi espera
de un adjetivo -o de tu cuerpo- no era
más que un intento de acortar el día.

La noche que llegaba y precedía
el viento del desierto, la certera
luz -o tus pies desnudos en la estera-
del ocaso, su tiempo suspendía.

No recuerdo el amor sino el deseo;
no la falta de fe, sino la esfera-
imagen confrontando su espejeo

con la textura blanca, verdadera
página -o tu cuerpo que aún releo-:
vasto ideograma de la primavera.

Severo Sarduy

sexta-feira, 6 de maio de 2011

simetrias #2

Inspiração é quando alguém aparece inesperadamente no nosso sonho e mostra, com sua pura presença, que existe uma maneira mais bonita de fazer as coisas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

simetrias

Não sei quem nesse mundo consegue sobreviver sem algum tipo de referência ou modelo. Há sempre algum momento em que o derrotismo se alastra, contaminando o resultado de qualquer especulação, e nessas horas eu preciso lembrar que existem pessoas que sabem viver melhor do que eu. São elas que me fazem acreditar um pouco que, se observá-las bem, há algo ali que posso aprender – ou melhor, intuir, porque geralmente eu as conheço pouco ou quase nada. Esse algo a ser capturado não é nenhum modus operandi que poderia ser reproduzido, mas uma espécie de força vital que me deixa elétrico às três da manhã enumerando caminhos, fazendo listas, tramando planos, vislumbrando, enfim, um modo de seguir adiante. Desnecessário observar que quase tudo aí não passa de ficção e projeto. Não tenho a ilusão de conhecê-las: a imagem que delas conservo é tão precisa e suficiente quanto a realidade mesma que habita cada um desses encontros.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

domingo, 26 de setembro de 2010

in dreams

Meus sonhos (ou no caso de hoje, pesadelos) às vezes vêm bem explicadinhos, com moral da história no fim e tudo mais. Dessa vez, tudo indica que o inconsciente está me mandando a clara mensagem de que, embora eu me engane e pense que venho fazendo tudo direito - e que para cada abstenção há uma justificativa - no fim das contas eu sei que estou mesmo é me autosabotando, e que o passado paira como um fantasma para lembrar o que me espera caso eu não me vire nos trinta.

Evidentemente, se eu contasse isso a um psicanalista ele diria que não tem nada a ver, é outra coisa.

terça-feira, 6 de julho de 2010

ancoragens

Quatro meses de doutorado e uma única possível convicção: aquilo que, sempre que revisitado, faz com que nos reapaixonemos pelo nosso problema - isso é o que não pode ser descartado. No meu caso, duas ou três imagens, emblemas.